Inscrições para Catequese 2012
25/01/12
INSCRIÇÕES DA CATEQUESE
Dias 15, 17 e 18/02/2012 na Secretaria da Catequese (CECAT – Centro Catequético, 2º Andar – Bloco Verde – Sala 08).
Idade de Início: Crianças que irão completar 9 anos no ano de 2012.
Documentos para catequizandos novos:
- Cópia da Certidão de Nascimento ou RG;
- Cópia da Certidão de Batismo ou Lembrança;
- Cópia do Comprovante de Residencia.
Rematrícula:
- Fazer a escolha do dia e horário, conforme disponibilidade na secretaria da catequese, tendo em mãos a ficha de “inscrição do catequizando(a)”, tendo seu termo de responsabilidade, datado e assinado pelo responsável do catequizando(a).
PROGRAMAÇÃO DA CATEQUESE 2012
26/02/2012 – Missa de Abertura da Catequese as 10h.
Início da Catequese:
29/02/2012 – Início da Catequese para catequizandos matriculados na quarta-feira;
02/03/2012 – Início da Catequese para catequizandos matriculados na sexta-feira e
03/03/2012 – Início da Catequese para catequizandos matriculados no sábado.
Mais Informações na secretaria da catequese pelo fone: |45| 3223-1111, a partir do dia 15/02/2012.
Folder Programação Completa da 21ª Festa das Colônias
29/09/11
Programação Religiosa, Gastronômica e Cultural:
Abra aqui —> panfleto2011
Programação Almoços e Jantares 21ª Festa da Colônias – 2011
20/09/11
| ALMOÇOS E JANTARES 21ª FESTA DAS COLÔNIAS – 2011 | ||||
| PROGRAMAÇÃO SALÃO PAROQUIAL | ||||
| DIA DA SEMANA | DATA | HORA | CARDÁPIO | VALOR |
| Sexta-feira | 07/out | 20h | Sukiyaki | R$ 15,00 |
| Sábado | 08/out | 15h as 22h | Café Colonial | R$ 15,00 |
| Domingo | 09/out | 12h | Porco a Paraguaia | R$ 15,00 |
| Segunda-feira | 10/out | 20h | Tainha Recheada | R$ 15,00 |
| Terça-feira | 11/out | 20h | Carnes Nobres | R$ 25,00 |
| Quarta-feira | 12/out | 12h | Costelão | R$ 15,00 |
| Kit Churrasco | R$ 40,00 | |||
Paroquiana da Catedral com Papa Bento XVI, em Roma
03/08/11
Paroquiana da Catedral Neuza Rubert acompanha seu irmão Dom Hélio Rubert, na recepção do Pálio em 29/06/2011 e beija as mãos de Bento XVI, em Roma.
7 Semanas de Oração pelas Famílias
27/07/11
Na Catedral, todas as quartas-feiras às 20 horas com início dia 03/08/2011.
Oração pela Família
ESTÁGIO VOCACIONAL
21/07/11
Agosto é o mês dedicado às Vocações.
Por isso o Seminário Diocesano São José estará promovendo o 2º ESTÁGIO VOCACIONAL do ano de 2011 nos dias 20 e 21 de Agosto, com a finalidade de preparar os novos candidatos para o ingresso no seminário iniciando assim, a formação ao ministério sacerdotal. Convidamos para este estágio vocacional os adolescentes e os jovens que desejam conhecer e fazer uma experiência no Seminário, que estejam cursando o Ensino Médio ou que já tenham concluído o mesmo.
*Início: 20 de Agosto às 09 horas
*Término: 21 de Agosto com o almoço
*Contribuição: R$15,00
**O jovem deverá levar: Roupa de cama, material de esporte, material de higiene pessoal, caneta, caderno, terço e Bíblia.
Obs.: Confirmar até dia 18 de Agosto de 2011.
Informações: Seminário Diocesano São José
Telefone: 3223-3131
ORQUESTRA SINFÔNICA DO PARANÁ
12/07/11
Em turnê realizada pelo Oeste do estado, a Orquestra Sinfônica do Paraná fará uma apresentação na Catedral Nossa Senhora Aparecida nesta quinta-feira dia 14 de julho de 2011 às 20:30 horas.
No programa: Nicholai Rimsky- Korsakov, (1844-1908) (Abertura sobre temas Russos, Op. 28); PIERNÉ, Gabriel Pierné (1863-1937) Concerto (concertstück) para harpa e orquestra em Sol Bemol maior, Op.39). Camargo Guarniere (1907-1993) (Dança Brasileira); Cláudio Santoro (1919-1989) (Canto de Amor e Paz) e Sergei Prokofiev (1891-1953) (Sinfonia nº 1 em Ré maior, Op. 25 – Clássica). Solista: Helio Leite.
JUSTIÇA RESTAURATIVA
12/07/11
ESPERE – Escola de Perdão e Reconciliação
O Curso de Preparação para mediação de conflitos, dentro do grande projeto de Justiça Restaurativa, realizado em nossa comunidade, Catedral, por meio da Pastoral Carcerária, com a participação de 30 (trinta) pessoas, e carga horária de 20(vinte) horas nesta primeira etapa.
Esta etapa foi ministrada por membros do CDHEP- Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo – SP.
Solenidade de São Pedro e São Paulo
02/07/11
Uma Igreja Unida e Missionária!
Pedro e Paulo são considerados espelhos da Igreja. Tiveram o sangue derramado em testemunho de fidelidade e amor a Deus e à missão. Mais do que obras, o que se destaca nos dois é que viveram como discípulos, em estreita aliança com Jesus. Pedro confirmando a fé dos irmãos e mantendo a unidade. Paulo levando a fé aos confins, impulsionando a Igreja missionária.
Oração pelas Vocações
27/06/11
Jesus, mestre divino, que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminho, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens.
Daí coragem às pessoas convidadas. Daí força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como diáconos, padres e bispos, como religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade.
Amém.
Papa Paulo VI
Corpus Christi
22/06/11
É na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
Nesta quinta-feira, dia 23 de junho de 2011, Dia de Corpus Christi, às 15 horas, começará a Missa seguida de Procissão, na Igreja Santo Antônio (Praça do Migrante), com térmico na Catedral.
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade.
“A devoção à Eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais edificante porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”. São Pio X
Fotos do Corpus Christi, 2011.
Texto lido na segunda parada da Procissão de Cospu Christi: Família.
Nas palavras de Dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo emérito de Juiz de Fora – Minas Gerais, queremos dizer:
A história se faz no dia-a-dia de muitas pessoas que se esforçam, lutam, se alegram, curtem a vida, adoecem…A vida de uma família não pode ser resumida apenas à celebração de aniversário, às férias ou a alguns outros acontecimentos especiais. A vida de uma família se faz no dia-a-dia, na limpeza da casa, no esforço para se levantar e fazer com que todos estejam prontos a tempo de ir a seus respectivos trabalhos, na contribuição diária para que todos sejam felizes e se sintam bem em casa. A vida de uma família se realiza no amor, no respeito, na paciência e no diálogo. A vida de uma família é vivida no pão de cada dia e não no banquete do dia de festa.
Nossas famílias devem olhar para este espelho estupendo que é a Família Sagrada Jesus, Maria e José. O objetivo não é viver como viveram Jesus, Maria e José. A vida mudou muito desde então. Os problemas que nós hoje temos de enfrentar não são os mesmos daquela família. Não há dúvida de que o relacionamento entre os esposos mudou, assim como a relação entre pais e filhos. Mas há algo que não pode mudar: a vida de uma família é construída sobre a base do amor e do respeito mútuo, com grandes doses de paciência e diálogo e, fundamentalmente, com muita oração em casa, desde o início de seu casamento, seguindo a vida matrimonial na guisa da fraternidade espiritual. A violência, a rigidez, a falta de comunicação levam à destruição das pessoas que constituem a família. Amor, respeito e diálogo formam a base segura sobre a qual podemos consolidar a vida de nossas famílias. Desta forma, tal como a Sagrada Família, nossas famílias serão também um sinal da presença amorosa de Deus em nosso mundo, que vive tão alienado e tão carente de amor.
Será que podemos melhorar a vida de nossa família? Se cada família tentar melhorar, o mundo será melhor. Que nossas famílias sejam sempre abençoadas pela Família Sagrada para que, nas alegrias e nas tristezas, possamos sempre recorrer a Jesus, Maria e José para que nossos compromissos familiares sejam sempre abençoados. A família é dom e graça de Deus para o mundo e para a Igreja. Aproveitemos esta solenidade para valorizar a família, porque como santuário doméstico, a família merece nosso respeito e a nossa oração. Que as famílias vivam este espírito de Natal para sentir o carinho da família Divina que nos abençoa!
Cursos Livres e Cursos de Pós Graduação – Faculdade Missioneira do Paraná – Famipar
04/06/11
explorada em nossa sociedade. Além de orgânicos e emocionais, também somos seres espirituais.
CONVITE – ORDENAÇÃO DIACONAL
01/06/11
A Arquidiocese de Cascavel, nossas famílias e
nós, Mauro Machado da Silva, Edvanderson Cordeiro Severino e Nilton
César Pedro temos a honra de convidar você e sua família para participar da
Celebração Eucarística, na qual, por imposição das mãos de Dom Mauro Aparecido
dos Santos, Arcebispo Metropolitano de Cascavel, seremos ordenados Diáconos
para serviço da Igreja.
Local: Catedral Nossa Senhora Aparecida – Cascavel / PR
Data: 09/07/2011
Horário: 19h
RETIRO DE EXPERIÊNCIA DE ORAÇÃO E APROFUNDAMENTO DE DONS
30/05/11
Data: 04 e 05 de Junho de 2011
Local: Salão Paroquial da Catedral
Início: no dia 04 as 07h30
Pregador: Ricardo dos Santos
Valor: R$ 15,00
Inscições na Secretaria Paroquial.
Realização: Grupo de Oração Magnificat – Renovação Carismática Católica
Venha fazer esta experiência do grande amor de “Deus” para com o seu povo.
“Se alguém tiver sede, venha a mim e beba do seu interior manarão rios de água vida” João 7,37-38
Visita da Imagem de Nossa Senhora do Rocio
19/05/11
Nossa Senhora do Rocio
A devoção à Nossa Senhora do Rocio teve início no séc. XVII, após a elevação da Vila de Paranaguá, em 1648. A imagem da Mãe do Rocio foi encontrada nas redes do pescador Berê, na baía de Paranaguá. Em 1686, o povo de Paranaguá, às margens de sua baia, foi assolado por uma grande peste. Essa gente recorreu aos favores de Maria, Mãe de Jesus, invocada sob o título do Rocio, para que os livrasse desta terrível doença. Desde aquela época, Nossa Senhora do Rocio vem sendo o socorro das aflições do povo do Paraná.
Rocio quer dizer orvalho da manhã. É o sereno silencioso da madrugada que encharca com sua brisa a tudo e a todos. Jesus é o Rocio, mediador de todas as bênçãos, pelas mãos intercessoras de Nossa Senhora do Rocio.
A primeira igreja dedicada à Mãe do Rocio foi edificada em 1813. Nesta mesma época se oficializou a primeira Festa de Nossa Senhora do Rocio. O seu atual Santuário é de 1920. Devido aos muitos milagres e graças alcançadas por sua intercessão, a devoção se espalhou entre o povo do Paraná. De diversos lugares as multidões faziam romarias ao Santuário da Mãe do Rocio.
Assim em 1977, o Papa Paulo VI declarou para eternidade Nossa Senhora do Rocio como a Padroeira do Paraná. Também em nossos dias, cresce a devoção à Mãe do Rocio. O Santuário promove romarias e missas que tocam o coração das pessoas. Muitas graças são alcançadas. Os bispos do Paraná e os Missionários Redentoristas dão o dinamismo ao trabalho de evangelização no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio.
*A imagem de N. Sra. do Rocio, Padroeira do Paraná, estará peregrinando por todo o estado, e neste mês estará na Arquidiocese de Cascavel, chegando em nossa Paróquia no dia 27/05 às 18:30h permanecendo até 29/05 às 19h.
Todos estão convidados.
ORAÇÃO
VIRGEM SENHORA DO ROCIO, MÃE, PROTETORA E RAINHA DO PARANÁ: AQUI ESTÃO OS VOSSOS FILHOS E FILHAS PARA INVOCAR O VOSSO SANTO NOME E VOSSA GLORIOSA PROTEÇÃO SOBRE O POVO DO NOSSO ESTADO. ABENÇOAI AS NOSSAS FAMÍLIAS, OS NOSSOS GOVERNANTES, A NOSSA INFÂNCIA, A NOSSA JUVENTUDE, OS NOSSOS IDOSOS, OS NOSSOS PAIS E OS NOSSOS FILHOS. ABENÇOAI OS DOENTES E AFLITOS, OS ESQUECIDOS PELO MUNDO, ONDE A PAZ, O AMOR E A JUSTIÇA DOS HOMENS AINDA NÃO SE MANIFESTARAM. E QUE A GRAÇA ABUNDANTE DO PAI NOS TRANSFORME EM VERDADEIROS MENSAGEIROS DO MUNDO NOVO QUE HÁ DE VIR, NA COMUNHÃO DA SANTÍSSIMA TRINDADE E NA GRANDEZA DA FÉ PROFESSADA POR TODOS OS VOSSSOS FILHOS, VIRGEM SENHORA DO ROCIO. AMÉM!
ENCONTROS DE PREPARAÇÃO 2011 – CATEDRAL
13/05/11
Encontro de Preparação para o Batismo
| DATA | LOCAL | HORA | OBSERVAÇÕES |
| Toda 1ª Terça-feira do mês, exceto no mês de junho que será no dia 14/06 |
CECAT – Centro Catequético da Catedral 1º Andar – Sala São Rafael |
19h as 22h | Inscrições Antecipadas na Secretaria Paroquial (vagas limitadas) |
Encontro de Preparação para o Matrimônio
| DATA | LOCAL | HORA | OBSERVAÇÕES |
| 23 a 26 de fevereiro 20 a 24 de julho 16 a 19 de novembro |
CECAT – Centro Catequético da Catedral 3º Andar |
19h as 22h30
|
Inscrições Antecipadas na secretaria paroquial |
Encontro de Legitimação Matrimonial
| DATA | LOCAL | HORA | OBSERVAÇÕES |
| 21 de maio
17 de setembro
|
CECAT – Centro Catequético da Catedral 3º Andar |
13h30 as 18h30 – Encontro 19h – Encerramento com a Santa Missa |
Inscrições Antecipadas na secretaria paroquial |
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA – CATEDRAL
19/04/11
QUARTA-FEIRA SANTA (20/04)
06:30H: Missa
9h às 18h: Espiritualidade para o clero
19h: Missa do Crisma – Paróquia São Pedro
QUINTA-FEIRA SANTA (21/04)
20h: Missa da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio/Lava-pés
22h às 23h: Adoração: Ministros e toda a Comunidade
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR (22/04)
Das 6h às 14h: Adoração
14h: Sermão das 07 palavras de Jesus na Cruz
15h: Ação Litúrgica: Paixão do Senhor, Oração Universal, Adoração da Cruz e Comunhão
19h: Procissão e Via Sacra Meditada
SÁBADO (23/04)
20h: Vigília Pascal: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra e Liturgia Batismal
DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSUREIÇÃO (24/04)
07h: Missa Solene
10h: Missa Solene
19h: Missa Solene
Encontro sobre Espiritualidade Cristã – Dias 18 e 19/03/2011
29/03/11
Espiritualidade Cristã
Catequistas e lideranças da Catedral e de diversas Paróquias da Arquidiocese participaram de um encontro sobre a Espiritualidade Cristã. O encontro foi conduzido pelo Frei Nilo Agostini-ofm, Doutor em Teologia Moral, professor da PUC–SP. Os participantes puderam perceber a riqueza da espiritualidade católica e maravilharam-se com a perspectiva de espiritualidade que emerge do Concílio Vaticano II. A todos os que participaram desejamos que este encontro realmente tenha fortalecido o desejo de centrarem a vida no Cristo, na Palavra e na Eucaristia.
Bênção da Pedra Fundamental do Mosteiro Mãe da Providência
19/03/11
O Arcebispo Metropolitano de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, as Irmãs Clarissas do Mosteiro Mãe da Providência e a Comissão Pró Mosteiro, no iminente Jubileu dos 800 anos da Fundação da Ordem de Santa Clara (1212-2012), têm a alegria de convidar-vos para a Solene Celebração Eucarística, bêncão e lançamento da Pedra Fundamental do definitivo Mosteiro na Cidade e Arquidiocese de Cascavel, onde as irmãs elevarão continuamente ao Pai das misericórdias os louvores e as súplicas em nome da Santa Igreja em união com todos que, no Mosteiro, buscam em Deus refúgio e salvação.
Após a celebração haverá um almoço por adesão em prol da construção.
Dia 27 de Março de 2011 às 10h
Local: Rua São José
(ao lado do Recanto da Criança)
Almoço: Salão do Seminário São José
1º Domingo da Quaresma dia 13 de Março de 2011. Ano “A”
19/03/11
FRATERNIDADE E VIDA DO PLANETA: “A CRIAÇÃO GEME EM DORES DE PARTO”
(RM 8,22)
O dom da graça frutifica em quem adora o Senhor e a ele presta culto.
Se a quaresma é um tempo de conversão, deve haver de que se converter, o pecado. Mas para muitos, hoje, já não há mais pecado. Sobretudo, para os que se iludem com seu aparente sucesso e não sentem na pele quanto seu pecado faz sofrer muita gente.
A história humana se move entre o projeto de Deus e o poder do mal. O mau tenta seduzir o homem para que o adore no lugar de Deus. ª leitura (GN 2,7-9;3,1-7 O pecado de Adão) e o Evangelho (MT 4,1-11 Tentação de Jesus) de hoje mostram como Satanás disfarça sua tentação por trás de bens aparentes: Conhecimento que nos faz capazes de brincar de deus, satisfação material, poder, sucesso…desde que adoremos o Diabo no lugar de Deus.!
Todos desde Adão até a nós, caímos muitas vezes. Chama-se isso o “pecado original”, o mal que nos espreita desde a origem, com as suas conseqüências. Será que se pode atribuir defeito à nossa origem? Deus não fez bem a sua obra? Fez bem, sim, mas deixou o acabamento para nós. Deixou um espaço para a nossa liberdade, para que pudéssemos ser semelhantes a Ele de verdade! E é no mau uso dessa liberdade que se manifesta a força do mal que nos espreita.
Somos esboços inacabado daquilo que o ser humano, em sua liberdade, é chamado a ser. Mas em uma única pessoa o esboço foi levado à perfeição, e essa pessoa nos serve de modelo. Jesus foi tentado, à maneira de nós, mas não caiu, não se dobrou à tentação do “Satanás”, do Sedutor. Ele obedeceu somente a Deus, não apenas quando das tentações do deserto, mas em toda a sua vida, especialmente na “última tentação”, a hora de sua morte. Por isso, tornou-se para nós fundamento de uma vida nova. Reparou o pecado de Adão.
As tentações de Adão e de Jesus nos fazem entender melhor a nossa realidade. O pecado tece uma teia em redor do ser humano, uma “estrutura de pecado”. Muita gente vive presa nessa teia: corrupção, vícios, mediocridade, violência, de uma sociedade que mata quem não mata… Ora, enquanto não somos solidários com Adão no pecado, Jesus se torna solidário conosco para resistir-lhe e para vencê-lo. A solidariedade no mal pode e deve ser superada pela solidariedade no bem, alicerçada em Jesus Cristo. Somos chamados a ser solidários em Cristo na sua “obediência”, pela qual ele supera a “desobediência”, de Adão e nos libera dos laços do pecado; e ser solidário com os nossos irmãos em Cristo em vez de “adorar” riquezas e vantagens que o demônio nos apresenta, e que resultam na opressão dos mais fracos.
Na primeira Igreja, a Quaresma era o tempo de preparação para o batismo, que significa e realiza a solidariedade com Cristo, superando a solidariedade com Adão pecador. Somos chamados a analisar essa vitória cada dia, enquanto nos preparamos para a renovação do compromisso batismal, na Páscoa.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 09 de Março de 2011.
1º Estágio Vocacional 2011
17/03/11
Com a finalidade de preparar os novos candidatos para o ingresso no seminário iniciando assim, a formação ao ministério sacerdotal. Convidamos para este estágio vocacional os adolescentes e os jovens que desejam conhecer e fazer uma experiência no Seminário. Os jovens deverão estar cursando da 8ª Série em diante.
Início: 26 de Março às 09h
Término: 27 de Março com o Almoço
Contribuição: R$ 15,00
48ª Jornada mundial de oração pelas vocações
17/03/11
|
Lembramos que no local será realizado o sorteio da Rifa do Sav Diocesano.
|
- Irmã Rita Schinaider
Tel. (45) 3038-3960 (manhã e noite); 3226-1582 (tarde)
e-mail: ir_rita@hotmail.com
- Irmã Heleni Spanholi
Tel.(45) 3232-1265
e-mail: spanholi56@yahoo.com.br
- Jussane Alexandre Risczik
e-mail: jussane.ar@hotmail.com
Assessor
Coordenadora
(Bento XVI).
CERCO DE JERICÓ
17/03/11
7 semanas de Caminhada de Restauração
Início: 16/03 (Quarta-feira)
Término: 27/04
Horário: 19h30
Local: Catedral
“Por causa da tua palavra o povo de Israel tocou as trombetas e as muralhas caíram,” (Josué 6)
Grupo de Oração Magníficat – RCC – Renovação Carismática Católica
CONFISSÕES NO DECANATO CENTRO
17/03/11
08/04 às 19:30h: Paróquia N. Sra. do Caravággio
11/04 às 19:30h: Paróquia Santo Antônio
12/04 às 19:30h: Paróquia São Paulo
13/04 às 19:30h: Paróquia N. Sra. de Fátima
14/04 às 19:30h: Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro
15/04 às 19:30h: Paróquia São João Batista
DOMINGO (17/04) às 19:30h: Confissões na Catedral
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA – CATEDRAL
*DOMINGO DE RAMOS (17/04)*
07h: Missa
10h: Missa, Bênção e Procissão de Ramos
19h: Missa e Confissões
*QUARTA-FEIRA SANTA (20/04)*
06:30h: Missa
9h às 18h: Espiritualidade para o clero
19h: Missa do Crisma – Paróquia São Pedro
*QUINTA-FEIRA SANTA (21/04)*
20h: Missa da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio / Lava-pés
22h às 23h: Ministros e toda a Comunidade
*SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR (22/04)*
Das 6h às 14h: Adoração
14h: Sermão das 07 palavras de Jesus na Cruz
15h: Ação Litúrgica: Paixão do Senhor, Oração Universal, Adoração da Cruz e Comunhão
19h: Procissão e Via Sacra Meditada
*SÁBADO (23/04)*
20h: Vigília Pascal: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra e Liturgia Batismal
*DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO (24/04)*
07h: Missa Solene
10h: Missa Solene
19h: Missa Solene
Formação dos Catequistas
14/03/11
Queridos catequistas,
com imensa alegria no início das atividades da catequese, manifestamos nossa gratidão a Deus, Sumo Bem, que nos dá a oportunidade de crescermos sempre mais na fé e assim fortalecer nossa vida de batizados podendo nos tornar cada vez mais coerentes com o Evangelho tornando-nos discípulos missionários.
Com o desejo de crescermos como discípulos missionários, convidamos todos a participarem de um encontro de formação sobre a Espiritualidade Cristã.
Esse encontro será ministrado por Frei Nilo Agostini, doutor em Teologia Moral pela Universidade de Ciências Humanas de Strasbourg, na França. Professor de teologia Moral na PUC – São Paulo, escritor de diversos livros na área da Teologia Moral.
Data: 18 e 19 de março 2011.
Hora: Na sexta das 18 às 22h e no sábado das 8 às 17h.
Local: Salão Paroquial da Catedral.
Taxa Individual: 20,00
Nesta taxa estão incluídos: três cafezinhos e o almoço do sábado.
*Atenção, não temos lugar para pouso..
Trazer: Bíblia, caderno e caneta.
Inscrições: Podem ser feitas pelo e-mail: catedralcatequese@terra.com.br ou pelo telefone: (45) 32231111, até o dia 15 de março.
Desde já agradecemos à presença e a participação de todos neste encontro de formação.
- Pe. Alfeu Leônidas Teodoro, coordenador arquidiocesano da ação evangelizadora
- CPP da Catedral.
- Ir. Márcia Helena R. Paroli-fa, Coordenadora da Catequese da Catedral.
1º Domingo da Quaresma dia 13 de Março de 2011. Ano “A”
14/03/11
FRATERNIDADE E VIDA DO PLANETA: “A CRIAÇÃO GEME EM DORES DE PARTO”
(RM 8,22).
O dom da graça frutifica em quem adora o Senhor e a ele presta culto.
Se a quaresma é um tempo de conversão, deve haver de que se converter, o pecado. Mas para muitos, hoje, já não há mais pecado. Sobretudo, para os que se iludem com seu aparente sucesso e não sentem na pele quanto seu pecado faz sofrer muita gente.
A história humana se move entre o projeto de Deus e o poder do mal. O mau tenta seduzir o homem para que o adore no lugar de Deus. ª leitura (GN 2,7-9;3,1-7 O pecado de Adão) e o Evangelho (MT 4,1-11 Tentação de Jesus) de hoje mostram como Satanás disfarça sua tentação por trás de bens aparentes: Conhecimento que nos faz capazes de brincar de deus, satisfação material, poder, sucesso…desde que adoremos o Diabo no lugar de Deus.!
Todos desde Adão até a nós, caímos muitas vezes. Chama-se isso o “pecado original”, o mal que nos espreita desde a origem, com as suas conseqüências. Será que se pode atribuir defeito à nossa origem? Deus não fez bem a sua obra? Fez bem, sim, mas deixou o acabamento para nós. Deixou um espaço para a nossa liberdade, para que pudéssemos ser semelhantes a Ele de verdade! E é no mau uso dessa liberdade que se manifesta a força do mal que nos espreita.
Somos esboços inacabado daquilo que o ser humano, em sua liberdade, é chamado a ser. Mas em uma única pessoa o esboço foi levado à perfeição, e essa pessoa nos serve de modelo. Jesus foi tentado, à maneira de nós, mas não caiu, não se dobrou à tentação do “Satanás”, do Sedutor. Ele obedeceu somente a Deus, não apenas quando das tentações do deserto, mas em toda a sua vida, especialmente na “última tentação”, a hora de sua morte. Por isso, tornou-se para nós fundamento de uma vida nova. Reparou o pecado de Adão.
As tentações de Adão e de Jesus nos fazem entender melhor a nossa realidade. O pecado tece uma teia em redor do ser humano, uma “estrutura de pecado”. Muita gente vive presa nessa teia: corrupção, vícios, mediocridade, violência, de uma sociedade que mata quem não mata… Ora, enquanto não somos solidários com Adão no pecado, Jesus se torna solidário conosco para resistir-lhe e para vencê-lo. A solidariedade no mal pode e deve ser superada pela solidariedade no bem, alicerçada em Jesus Cristo. Somos chamados a ser solidários em Cristo na sua “obediência”, pela qual ele supera a “desobediência”, de Adão e nos libera dos laços do pecado; e ser solidário com os nossos irmãos em Cristo em vez de “adorar” riquezas e vantagens que o demônio nos apresenta, e que resultam na opressão dos mais fracos.
Na primeira Igreja, a Quaresma era o tempo de preparação para o batismo, que significa e realiza a solidariedade com Cristo, superando a solidariedade com Adão pecador. Somos chamados a analisar essa vitória cada dia, enquanto nos preparamos para a renovação do compromisso batismal, na Páscoa.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 09 de março de 2011.
Quarta feira de Cinzas: Dia 09 de Março de 2011 – Ano “A”
05/03/11
Conversão e Penitência
Abrir espaço para Deus
Matematicamente falando, a Quaresma, tempo dos “quarenta dias”, vai do 1º domingo da quaresma até a 4ª feira da Semana santa. O Tríduo santo já é contado como a Páscoa. Mas, na Idade Média, os domingos foram descontados do tempo penitencial, cujo inicio foi então antecipado para a Quarta Feira de Cinzas. Mesmo não pertencendo à tradição litúrgica mais antiga, as leituras são muito significativas, Têm teor diferente daquele dos domingos da quaresma, que acentuam a preparação para o batismo a ser administrados na noite pascal. Em Cinzas, o tema central é mesmo a penitência.
Começa a quaresma, tempo de penitência interior para prepararmos a Páscoa do senhor. A liturgia da Igreja convida-nos com insistência a purificar a nossa alma e a recomeçar novamente.
Diz o Senhor Todo-Poderoso: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejum, lagrimas e gemidos de luto. Rasgai os vossos corações, não as vossas vestes; convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque Ele é compassivo e misericordioso…, lemos na primeira leitura da missa de hoje (JL 2,11-18 Rasgai os vossos corações, não as vestes).
E quando o sacerdote impuser as cinzas sobre as nossas cabeças, recordar-nos-á as palavras do Genesis, depois do pecado original: “Memento homo, quia pulvis es..” Lembra-te, ó homem, de que és pó e em pó te hás de tornar.
“Memento homo…” Lembra… E, não obstante, às vezes esquecemos que sem o Senhor não somos nada. “Sem Deus, nada resta da grandeza do homem senão este montinho de pó sobre um prato, numa ponta do altar, nesta quarta – feira de Cinzas, com o qual a Igreja nos deposita na testa como que a nossa própria substância.
O Senhor quer que nos desapeguemos das coisas da terra para que possamos dirigir-nos a Ele, e que nos afastemos do pecado, que envelhece e mata, e retornemos à fonte da vida e da alegria: “O próprio Jesus Cristo é a graça mais sublime de toda a Quaresma. É ele quem se apresenta diante de nós na simplicidade admirável do Evangelho”.
Dirigi o coração a Deus, converter-se, significa estarmos dispostos a empregar todos os meios para viver como Ele espera que vivamos, a não tentar servir a dois senhores, a afastar da vida qualquer pecado deliberado. Jesus procura em nós um coração contrito, conhecedor das suas faltas e pecados e disposto a eliminá-los. Então lembrar-vos-eis do vosso proceder perverso e dos vossos dias que não foram bons… O Senhor deseja uma dor sincera dos pecados, que se manifestará antes, de mais nada na confissão sacramental: “Converter-se quer dizer para nós procurar novamente o perdão e a força de Deus no sacramento da reconciliação e assim recomeçar sempre, avançar diariamente”.
Para fomentar em nós a contrição, a liturgia de hoje propõe-nos o Salmo (SL 51 [50]) com que o rei Davi manifestou o seu arrependimento, o mesmo com que tantos santos suplicaram o0 perdão de Deus. Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E, segundo a imensidão da vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade, dizemos a Jesus com o profeta. Lavai-me totalmente da minha falta e purificai-me do meu pecado. Eu reconheço a minha iniqüidade e tenho sempre diante de mim o meu pecado. Somente contra vós pequei.
Ò meu Deus, criai em mim, um coração puro e renovai-me o Espírito de firmeza. Não me expulseis para longe do vosso rosto, não me priveis do vosso santo espírito.
Restitui-me a alegria da salvação e sustenta-me com uma vontade generosa. Senhor abri, os meus lábios a fim de que a minha boca anuncie os vossos louvores.
O Senhor nos atenderá se no dia de hoje repetirmos de todo o coração, como uma oração: Ó meu Deus, criai em mim um coração que seja puro e renovai-me o espírito de firmeza.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 05 de Março de 2011.
9º Domingo do Tempo Comum – 06 de Março de 2011
05/03/11
“Construindo Sobre a Rocha”
O Senhor manifesta uma particular predileção por aqueles que se esforçam por cumprir em tudo a vontade divina, por aqueles que procuram para que os seus atos expressem as palavras e os desejos do seu diálogo com Deus, que se convertem então em orações verdadeiras. Pois nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai… Adverte Jesus no Evangelho de hoje.
Na ocasião em que o Senhor pronunciou essas palavras, falava diante de muitos que tinham transformado a oração numa mera recitação de palavras e formulas que depois não influíam em nada na sua conduta hipócrita e cheia de malícia. O nosso diálogo em Cristo não deve ser assim: “A tua oração tem de ser a do filho de Deus; não a dos hipócritas, que hão de escutar de Jesus aquelas palavras: “Nem todo aquele que diz Senhor! Senhor! “Entrará no reino dos Céus”.
A tua oração, o teu clamar: “Senhor, Senhor!”, tem de andar unido, de mil formas diversas no teu dia, ao desejo e ao esforço eficaz de cumprir a vontade de Deus. Não bastaria sequer realizar prodígios e obras portentosas – como profetizar em nome do senhor ou expulsar demônios (se isso fosse possível sem contar com Deus) – se não procurássemos cumprir a sua vontade. Seriam vãos os maiores sacrifícios, seria inútil toda a nossa atividade febril. Em contrapartida, a Sagrada Escritura mostra-nos como Deus ama e abençoa os que procuram identificar-se em tudo com o querer divino: “Achei Davi, filho de Jessé, varão segundo o meu coração, o qual fará em tudo a minha vontade”. E São João escreve: “O mundo passa, como também as suas concupiscências; mas quem cumpre a vontade de Deus permanece para sempre”. E o próprio Jesus declara que seu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra. É isso o que importa, é nisso que consiste a santidade: em fazer a vontade divina a nossa vontade.
O caminho que conduz ao Céu e à felicidade aqui na terra, diz Santo Hilário de Poiters, “é a obediência à vontade divina, não a repetição de seu nome”. A oração deve fazer-se acompanhada do desejo de realizar o querer de Deus que se nos manifesta de forma tão variadas. “seria estranho – exclama Santa Tereza – que Deus nos estivesse dizendo claramente que nos ocupássemos de alguma coisa que é do interesse, e nós não o quiséssemos, por estarmos mais interessados no nosso gosto”. Que pena se Deus quisesse levar-nos por um caminho e nós nos empenhássemos em seguir por outro!
“Deves ter pensado alguma vez, com santa inveja, no Apóstolo, João, “a quem Jesus amava, – Não gostarias de merecer que te chamassem “aquele que ama a vontade de Deus”? “Emprega os meios para isso, dia após dia”. Esses meios consistirão normalmente em nos perguntarmos muitas vezes ao longo do dia: faço neste momento o que devo fazer? Estou fazendo a vontade do Pai?
O empenho em procurar em tudo a vontade de Deus - a sua glória – dá-nos uma particular fortaleza contra as dificuldades e tribulações que tenhamos de padecer: doenças, calunias, dificuldades econômicas…..No entanto o Evangelho desta celebração, Jesus nos diz: de duas casas que tinham sido construídas ao mesmo tempo e que pareciam igualmente sólidas. Mas quando chegaram as chuvas, as enchentes e os ventos fortes, pôs-se de manifesto a grande diferença que havia entre elas: uma manteve-se firme porque tinha bons alicerces; a outra ruiu porque fora construída sobre a areia: e a ruína foi completa. O Senhor chama a quem levantou a primeira casa de homem sábio e prudente; e ao da segunda de homem néscio.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 05 de Março de 2011.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011
01/03/11


A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tender por todos nós.
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.
8º Domingo do Tempo Comum – 28 de Fevereiro de 2011.
25/02/11
“Olhai As Aves Do Céu”
Nesta celebração, o “Senhor dá-nos este conselho: Não vos inquieteis pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã terá as suas próprias inquietações; a cada dia bastam os seus próprios cuidados”.
O ontem já passou; o amanhã não sabemos se chegará para cada um de nós, pois a ninguém foi entregue o seu porvir. Do dia de ontem, só ficaram muitos motivos de ação de graças pelos inumeráveis benefícios e ajudas de Deus, bem como daqueles que convivem conosco. Com certeza pudemos aumentar, nem que fosse um pouco, o nosso tesouro no Céu. Do dia de ontem restam também motivos de contrição e penitência pelos nossos pecados, erros e omissões.
Podemos dizer do dia de ontem, com palavras da antífona de entrada da missa: ”O Senhor tornou-se o meu apoio, libertou-me da angustia e salvou-me porque me ama”.
O amanhã “ainda não é”, e, se chegar, será o dia mais belo que jamais pudemos sonhar, porque foi preparado pelo nosso “Pai-Deus” para que nos santificássemos: “Vós sois o meu Deus, os meus dias estão em vossas mãos”. Não há razões objetivas para andarmos angustiados e preocupados pelo dia de amanhã: teremos as graças necessárias para enfrentá-lo e sair vitorioso.
O que importa é o hoje!
É o que temos para amar e para nos santificarmos, através dos mil pequenos acontecimentos que constituem a trama de um dia. Uns serão humanamente agradáveis, outros menos, mas cada um deles pode ser uma pequena jóia para Deus e para a eternidade, se o vivermos com plenitude humana e com sentido sobrenatural.
Não podemos entreter-nos com “oxalás”: com situações passadas que a nossa imaginação embeleza com retoques de fantasias; ou com situações futuras enganosamente idealizadas, esvaziadas do contraponto do esforço, ou, pelo contrário, enlutadas com cores extremamente penosas e árduas.
“Quem observa o vento não semeia nunca e quem examina as nuvens jamais se porá a ceifar”. É um convite para cumprirmos o dever do momento, sem atrasá-lo por pensamentos que se apresentarão oportunidades melhores.
É fácil enganarmo-nos com projetos e adiamentos, em busca de circunstâncias aparentemente mais favoráveis. Que teria acontecido com a pregação dos apóstolos se tivessem esperado por umas circunstâncias mais favoráveis?
Que teria acontecido com qualquer obra dos apóstolos se tivesse ficado na expectativa das condições ideais? Aqui e agora é que eu tenho que amar Deus com todo o meu coração… E com obras.
Boa parte da santidade e da eficácia consiste certamente em vivermos cada dia como se fosse o único da nossa vida. Dias para serem cumulados de amor de Deus e terminados com as mãos cheias de boas obras. O dia de hoje não se repetirá nunca, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos.
O nosso anjo da Guarda deverá poder “sentir-se contente” ao apresentar-nos diante de nosso Pai-Deus.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 25 de Fevereiro de 2011.
7º Domingo do Tempo Comum – 20 de Fevereiro de 2011.
16/02/11
O livro do Levítico contém as leis que deveriam regulamentar o culto a Deus. No trecho proclamado hoje, observa-se que o autor sagrado, em estreita ligação com as propostas da aliança do Sinai e da profecia, atribui ao culto um caráter vivencial. A santidade celebrada exige do povo e de cada pessoa um continuo assemelhar-se a Deus. De forma que o culto deve sempre trazer à memória do povo de que Deus é o único referencial de santidade e bondade.
Esse princípio faz que o culto a Deus ultrapasse os limites dos lugares e ritos religiosos, atingindo o quotidiano das pessoas. O verdadeiro culto não pode conviver com o ódio, a indiferença, o rancor e o desejo de vingança. Aquilo que se reza tende ser expresso no amor ao próximo, na correção fraterna e na misericórdia, que nos fazem evoluir na bondade e justiça.
Em resposta aos excessos dos corintos. Paulo retoma a reflexão sobre a santidade, desloca a presença de Deus dos lugares de culto (templos), fazendo-o habitar o coração humano. Todavia, para acolher a Deus e fazer do coração a morada dele, a pessoa tem de abandonar a insensatez e abraçar o compromisso com a verdade. A sabedoria, a glória e o poder humano são ilusórios. Não saciam a fome de bondade e de eternidade presente no coração humano. Disso decorre a regra fundamental: tudo é nosso, nós somos de Cristo, e Cristo é de Deus. Ou seja, tudo é bom na medida em que, tendo a conseqüência de que em Cristo somos de Deus. Sabemos usar das coisas e dos valores para fazermos crescer a presença de Deus em nossa vida?
Ao continuar o “sermão da montanha”, Jesus apresenta a “nova lei”. Ela não se fundamenta em compensações, o mal só pode ser vencido com o bem (amor). No amor, a prática do bem é referencial. Fazer o bem somente para quem amamos e deixar de fazê-lo àqueles que não amamos não nos torna melhores que os malvados.
O verdadeiro amor é gratuito, por isso vai além da maldade humana, assim Jesus supera a antiga lei. O amor expressa o ser de Deus, que apesar da maldade do ser humano, continua a fazer o bem a justos e injustos.
Com radicalidade Jesus nos convida a um novo culto. Amar na gratuidade sem esperar recompensa, é próprio de quem crê. O amor se expressa na misericórdia, não parando no mal que o ser humano pode fazer, mas apostando continuamente em sua mudança, conversão. Nossa fé em Jesus convoca-nos a uma nova atitude diante da vida, somos chamados a superar a lógica do egoísmo e do fechamento em nosso individualismo, para praticar a misericórdia, a compaixão e a reconciliação.
Quem assim age associa o culto à vida e a vida ao culto, tornando-se verdadeira morada de Deus.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 16 de Fevereiro de 2011.

6º Domingo do tempo comum do ano “A” de 13 de Fevereiro de 2011
12/02/11
Diante de ti estão o fogo e a água, a vida e a morte, o bem e o mal.
O Eclesiástico nos chama atenção para a superação da visão dos mandamentos como imposição divina. Deus jamais nos oferece os mandamentos para nos condenar. Ao dotar o ser humano da liberdade de escolha, como os mandamentos, Deus quis ofercer-lhe um guia para orientar seu discernimento e suas escolhas.
Num contexto em que a cultura da época valorizava (grega) o conhecimento e o poder humano, enfraquecendo a fé do povo, o autor sagrado recobra o sentido da fé. Escolher Deus não significa fugir às responsabilidades históricas. Quem escolhe Deus, escolher a vida e assume as conseqüências de tal escolha, produzindo justiça e igualdade. Deus não se impõe ao ser humano, por isso não justifica a dominação de uns sobre os outros.
Esta consideração ajuda o povo a compreender que Deus jamais levaria o ser humano a pecar. Seu desejo último é orientar o ser humano no caminho da vida e a da verdadeira justiça.
A sabedoria humana em relação da sabedoria de Deus tem conseqüências negativas. O homem (ser pessoa) em toda a sua existência está marcado pelas contradições. O ser humano na sua primazia da sabedoria humana abriga um princípio de dominação, pela imposição dos detentores do saber sobre os mais simples; deforma que a sabedoria humana, em função de suas contradições, volta-se para a destruição.
A sabedoria divina, escondida aos olhos dos poderosos, destina-se a fazer vir à luz a verdade do ser humano. De forma que a razão, o poder, elevado ao centro da existência humana, ofusca a verdade e torna seus conhecimentos cegos. A crucificação de Jesus e, por conseqüência, dos excluídos e pobres, é fruto dessa escolha e cegueira. Assim somente quem ama e escolhe amar, abre-se à ação reveladora do Espírito Santo, e consegue aproximar-se da sabedoria divina.
Os mandamentos, princípios de justiça assumidos como encarnação da SABEDORIA DIIVINA; Jesus supera o sentido legalista dos mandamentos. Não se trata de cumprir preceitos impostos por Deus, mas de assumir atitude nova. Essa é a razão de EJesus elevar à máxima radicalidade o sentido dos mandamentos.
Não matar, não cometer adultério e a questão do divórcio; lido a luz do interesses de quem domina, podem justificar a discriminação e a injustiça. A destruição do ser humano não se dá somente na dimensão física. A discriminação, a maledicência e o machismo geram morte social, cultural e econômica.
Não se mata com a arma, mas destrói-se a dignidade da pessoa. Não se adultera fisicamente, mas transforma a esposa ou (esposo) em objeto de prazer, desrespeitando sua individualidade. Não agride ou mata a mulher ou o (marido), mas a rebaixa (o) a condição de “mulher ou (marido)” fácil ao dar-lhe a carta de divórcio, muitas vezes por motivos banais.
Cumprir os mandamentos implica a escolha de agir na perspectiva de uma justiça universal e igualdade, que supera toda e qualquer forma de violência e discriminação contra o ser humano. É esse o sentido do arrancar os olhos e as mãos! Supera os desejos egoístas que nos levam a agir como se fôssemos o centro do mundo, subordinando o juramento. Jurar por Deus ou seu trono significa misturar Deus às nossas injustiças, justificando-as. A pessoa de fé é coerente em seu agir, porque age assumindo as próprias escolhas e reconhecendo a superioridade de Deus, em relação ao ser humano. Ele jamais se deixa corromper em seu amor a sua justiça.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 12 de fevereiro de 2011.

5º Domingo do tempo comum, 06 de Fevereiro de 2011 do ano “A”.
02/02/11
Vós sois a luz mundo.
Nós podemos ser sal e luz do mundo!
No Evangelho da missa deste domingo, o Senhor fala-nos da nossa responsabilidade perante o mundo: Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo. E diz isso a cada um de nós, àqueles que queremos ser seus discípulos.
O sal dá sabor aos alimentos, torna-os agradáveis, preserva da corrupção e era outrora um símbolo da sabedoria divina. No antigo Testamento, prescrevia-se que tudo o que se oferecesse a Deus devia estar condimentado com o sal, para significar o desejo de que a oferenda fosse agradável.
A luz é a primeira obra da criação, e é símbolo do Senhor, do Céu e da vida. As trevas, pelo contrário, significam a morte, o inferno, a desordem e o mal.
Os discípulos de Cristo são sal da terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orientam e indicam o caminho no meio da escuridão.
Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e tem um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo, no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal.
Um olhar à nossa volta é suficiente para vermos que hoje em dia, é como se os homens houvessem perdido o sal e a luz de cristo. “A vida civil encontra-se marcada pelas conseqüências das ideologias secularizadas, que vão da negação de Deus ou da limitação de liberdade religiosa à preponderante importância atribuída ao êxito econômico em detrimento dos valores humanos do trabalho e da produção; do materialismo e do hedonismo, que atacam os valores da família numerosa e unida, os da vida recém-concebida e os da tutela moral da juventude – a um << niilismo >> que desarma a vontade perante problemas cruciais, como os dos nossos pobres e de um novo modelo de pobres que está se criando em nossa sociedade, dos emigrantes, das minorias étnicas e religiosas, do mau uso dos meios de informação, que tem uma grande influência em nossa formação moral cristã e civil, enquanto arma as mãos do terrorismo.
Há muitos males que derivam do “abandono por parte de batizados e fiéis das razões profundas da sua fé e do vigor doutrinal e moral dessa visão cristã da vida que garante o equilíbrio às pessoas e às comunidades”. Chegou-se a essa situação – em que é preciso evangelizar novamente o mundo – pelo cúmulo de omissões de tantos cristãos que não foram sal e luz como o Senhor lhes pedia.
Cristo deixou-nos a sua doutrina e a sua vida para que os homens encontrassem o sentido da sua existência e achassem a felicidade e a salvação. Não se pode ocultar uma cidade situada sobre um monte, nem se acende uma lâmpada para pô-la debaixo do alqueire, mas no candelabro, para que alumie todos os que estão na casa.
Continua a dizer-nos o Senhor no Evangelho da nossa celebração, assim brilhe a vossa luz diante dos homens, a fim de que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. E para isso é necessário, em primeiro lugar, o exemplo de uma vida reta, a pureza da conduta, o exercício das virtudes humanas e cristãs na vida simples de todos os dias. A luz, o bom exemplo, deve abrir caminho.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 02 de Janeiro de 2011.
CURSOS FAMIPAR
02/02/11
4º Domingo do Tempo Comum
27/01/11
Os pobres podem ser felizes!
Uma imensa multidão vinda de todos os lugares rodeia o Senhor. Esperam d’Ele a sua doutrina salvadora, que dará sentido às suas vidas. Vendo Jesus a multidão, subiu a um monte onde se sentou; e, tendo-se aproximando d’Ele os discípulos, abrindo a boca, ensinava-lhes! “BEM-AVENTURADO os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. BEM-AVENTURADOS os mansos, porque possuirão a terra. BEM-AVENTURADOS os que choram…”
Empregar os meios oportunos para evitar à dor, a doença, a pobreza, a injustiça, não desagrada a Deus. Mas as BEM-AVENTURANÇAS ensinam que o verdadeiro êxito da nossa vida está em amarmos e cumprirmos a vontade de Deus a nosso respeito.
Mostrar-nos, ao mesmo tempo, o único caminho capaz de levar o homem a possuir a plena dignidade que condiz com a sua condição de pessoa. Numa época em que tantas coisas inclinam ao aviltamento e à degradação pessoal, as BEM-AVENTURANÇAS são um convite à retidão e a dignidade da vida. Pelo contrário, tentar a todo o custo aliviar o peso da tribulação – como se tratasse de um mal absoluto, ou buscar o êxito humano com um fim em si mesmo, são caminhos que o Senhor não pode abençoar e que não conduzem a felicidade.
“BEM-AVENTURADO” significa “FELIZ”, “DITOSO”, e em cada uma das BEM-AVENTURANÇAS. Jesus começa por prometer a felicidade e por indicar os meios para consegui-la. Por que será que começa por falar da felicidade? Porque em todos os homens há uma tendência irresistível para serem felizes; esse é o fim que têm em vista em todos os seus atos; mas muitas vezes buscam a felicidade no lugar em que ela não se encontra, em que só acharão tristeza”.
Buscai o Senhor, vós todos, humildes da terra, que observais a sua lei {….} . Deixarei subsistir no meio de ti um povo humilde e modesto, que porá a sua confiança no nome do Senhor, é o que se lê na primeira leitura desta celebração.
O espírito de pobreza, a fome de justiça, a misericórdia, a limpeza de coração, o suportar injurias por causa do Evangelho são aspectos de uma única atitude da alma: o abandono em Deus, a confiança absoluta e incondicional no senhor. É a atitude de quem não se contenta com os bens e consolos deste mundo, antes põem a sua esperança definitiva em outros bens que não esses, sempre pobres e pequenos para uma capacidade tão grande como a do coração humano.
BEM-AVENTURADOS os pobres em espírito… E no magnificat da Virgem Maria ouvimos: Cumulou de bens os famintos e despediu de mãos vazias os ricos. Quantos não se transformam em homens vazios porque se agarram satisfeitos ao que têm! O Senhor convida-nos a não nos contentarmos com a felicidade que nos possam dar uns bens passageiros, e anima-nos a desejar aqueles que ele preparou para nós.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 27 de Janeiro de 2011.
III DOMINGO DO TEMPO COMUM
20/01/11
Cristo Jesus é a Luz do mundo?
CRISTÃO É AQUELE QUE IMITA O CRISTO
Jesus não só escolheu nascer em num estábulo onde se abrigavam os animais, como também escolheu a “Galiléia dos Pagãos” habitada por um povo não hebreu e por isso mesmo desprezado, para fixar sua residência.
É por isso que o profeta diz que o país mergulhado nas trevas haveria de contemplar uma grande luz. E essa LUZ era o próprio Deus na pessoa de Jesus. Assim, Jesus escolheu começar e concluir seu ministério entre os humildes, os desprezados, os pagãos, os marginalizados e as vítimas de preconceitos.
O Evangelho de hoje nos apresenta a vida de Jesus, o início de sua atividade pública, quando sua missão de pregador do Reino decola e atinge a plenitude.
Prezados irmãos.
Nas nossas homilias, sermões e encontro de formação, não devemos nos demorar muito no aspecto histórico dos textos bíblicos, mas sim trazer a mensagem para os dias atuais. Perguntando sempre o que o Evangelho e demais leituras querem nos dizer no momento presente.
Neste evangelho percebemos que Jesus começa sua atividade tomando como referencia os sinais dos tempos. E quais são hoje os sinais dos tempos?
Os noticiários nos mostram a triste realidade causada pelas fortes chuvas. Os nossos irmãos que estão sem água, sem comida, sem abrigo e sem esperança pela dureza de ter de começar tudo de novo. Assim como Jesus reage ante os fatos da história que o rodeiam, nós também não podemos ficar de braços cruzados diante de tudo isso sem questionar os verdadeiros culpados pelo EFEITO ESTUFA E AS CATÁSTREFES, como a do Rio de Janeiro que vem assolando a comunidade.
Jesus não foi um pregador doutrinal teórico. Ele se identificou com a realidade que o cercava: de um lado os privilégios e a injustiça de uma minoria dominante. Do outro lado a exclusão, o péssimo serviço de assistência médica, a pobreza da maioria dos habitantes. Hoje tudo isso se repete, com exceção da nossa atitude. Pois nós os batizados que somos da linha de frente da Igreja, de modo geral ficamos muito acomodados, nos satisfazemos em assistir a nossa missa aos domingos, e voltar para a nossa vidinha, sem nos comprometer em colaborar pela mudança desse quadro caótico em que se encontra a realidade do mundo atual…
“A CAMPANHA DA FRATERNIDADE deste ano de 2011, tem como objetivo: Motivar a conversão das PESSOAS, da SOCIEDADE, da própria IGREJA para a solidariedade, a justiça, o respeito e a partilha, dando especial destaque, desta vez”
Tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta”
Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).
Jesus não fazia simplesmente um anúncio, mas sim, uma provocação para desacomodar a elite dominante, os injustos e ao mesmo tempo conscientizar os pobres que os seus direitos não estavam sendo respeitados, e o quanto eles estavam sendo lesados ou prejudicados, como os nossos irmãos vítimas das tragédias causadas pelo EL NIÑO, AGRAVADO PELO EFEITO ESTUFA e nós o que estamos fazendo para imitar o Cristo?
CADÊ AS CAMPANHAS DE SOCORRO AOS DESABRIGADOS das enchentes? Temos iniciativas, mas precisamos nos mobilizar muito mais, pois é grande a necessidade dos nossos irmãos vítimas.
Jesus, assim como os profetas, denunciava e anunciava para provocar a mudança, para despertar o ânimo daqueles que estavam acomodados em seu sofrimento pensando que tudo aquilo não passava de um castigo de Deus. Talvez os nossos irmãos nordestinos hoje discriminados que vieram para o Rio e para São Paulo, em busca de melhores condições de vida, e tiveram de construir seus barracos ou humildes casas em áreas de risco, estejam também pensando assim. Que eles são os culpados e que não merecem uma vida digna mesmo.
E nós? Que batemos no peito e demonstramos que somos cristãos imitadores de Cristo, será que não concordamos com isso? Será que não botamos a culpa naqueles pobres coitados por terem se aventurado em construir suas habitações em aglomerados de risco e desumanos? E que neste momento terão de recomeçar do zero por terem perdido tudo?
A nossa reação pode ser ativa e passiva diante das tragédias que já ocorreram e que vão ainda ocorrer, pois a estação das águas está apenas começando. Dentro da nossa aparência de cristãos atuantes, pensamos coitados dos nossos irmãos, e até rezamos rapidamente por eles. Mas no nosso egoísmo, pensamos. Que bom que na minha casa está tudo em ordem, pois não serei atingido pelas cheias nem pelos deslizamentos de terras que provocam os desabamentos das casas…
Nas leituras de hoje, Paulo em sua carta aos Coríntios nos exorta em nome de Jesus Cristo, a que sejamos todos concordes uns com os outros e que não admitamos as divisões entre nós. Pelo contrário, que sejamos bem unidos na saúde, na hora da festa assim como na hora da tragédia no pensar e no falar.
Caríssimos. Precisamos fazer alguma coisa. O EFEITO ESTUFA não pode continuar matando inocentes e humildes. Temos de denunciar, reclamar, e exigir que haja um controle na emissão dos poluentes na atmosfera.
Temos de ser cristãos não só apenas teóricos, como também na prática. Pois só assim, poderemos nos apresentar à comunidade cristã, como imitadores de Cristo.
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
(MT 4,12-23) O Evangelho começa com a profecia de Isaías, resumindo a atividade do Messias: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz”.
De fato, Jesus veio como luz para nos mostrar o caminho da felicidade e da vida. Se acolhermos essa luz, ela nos levará ao Reino de Deus. Mas para isso precisamos da conversão, da mudança da nossa vida, seguindo a Cristo e não o caminho do pecado.
E Jesus parte logo para chamar os Apóstolos, que serão os portadores da luz que é Cristo. E Deus continua chamando portadores da luz, para que ela chega aos confins da terra.
Jesus mesmo dava o exemplo, andando por toda parte pregando o Evangelho, curando os doentes e ajudando as pessoas a serem felizes.
Como é importante ser portador da luz que é Cristo, levando-o a todos e a todas que pudermos!
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 19 de Janeiro de 2011.
2º Domingo do Tempo Comum
11/01/11
Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!
Começamos o período litúrgico conhecido como o “tempo comum” (O primeiro domingo do tempo comum cede sempre seu lugar à festa do Batismo do Senhor ou conforme o caso, à solenidade da Epifania, ambas pertencentes ao tempo do Natal).
Este período, o mais longo do ano, usa 33 de um total de 52 semanas. Nele encontra-se uma graça especial que devemos pedir com entusiasmo: o crescimento na fé, na esperança e na caridade, de tal modo que vendo a Cristo mais perfeitamente, possamos também chegar ao apogeu da vida Divina, como ofertas agradáveis a Deus. De fato, a cor das vestes litúrgicas deste tempo é o verde, símbolo da esperança.
Dois temas importantes aparecem no texto de hoje: um, “tirar o pecado do mundo”; o outro, “batizar no Espírito Santo”. Jesus elimina o pecado do mundo com sua morte na cruz, e batiza no Espírito Santo, por sua ressurreição.
No evangelho de João não encontramos a narrativa do batismo de Jesus. Tal referência limita-se ao testemunho de João Batista: “Eu vi o Espírito descer do céu. e permanecer sobre ele. é ele quem batiza como Espírito Santo.
Eu vi e dou testemunho: ele é o Filho de Deus!”. Ao escrever seu evangelho, João faz dois relatos teológicos básicos: da preexistência e da filiação divina de Jesus. Estes dois temas, presentes no Prólogo (Jo 1,1-18), reaparecem aqui, na fala de João Batista: “. antes de mim ele já existia.”, “ele é o Filho de Deus.”; e, ao longo do evangelho, desenvolvem-se na seguinte linha dinâmica: o Filho, descido do céu, se faz carne, vive conosco e volta ao Pai, abrindo caminho para nosso ingresso na casa de Deus.
Em todo o evangelho, Jesus é apresentado como Filho de Deus, não como filho de Davi. A alusão ao “cordeiro de Deus”, quando João Batista apresenta Jesus, remete ao cordeiro sacrifical abundantemente mencionado em Levítico, e também em Isaías 53,7, no quarto canto do Servo. Vê-se aí a prefiguração simbólica da morte de Jesus, inocente, nas mãos dos sacerdotes que procuram preservar o poder.
O próprio João afirma que não conhecia Jesus. Porém, com o seu batismo na água, simbolizando o apelo em favor da conversão à prática da justiça que supera o pecado, abria caminho para Jesus, que com seu Espírito liberta a todos da morte, dando acesso às portas da vida eterna em Deus.
O Espírito sobre Jesus é a confirmação da sua divindade e da divinização de toda a humanidade nele assumida, em todos seus valores e em toda sua dignidade, pela própria humanidade de Jesus. Este é o sentido da encarnação: assumir os valores humanos, resgatando a dignidade humana e elevando-a à condição de filiação divina. Nesse sentido, Jesus assume o batismo de João.
Os evangelistas, em seus evangelhos, procuram projetar a figura de Jesus a partir das exaltações atribuídas a João Batista: “Vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das sandálias.”. Com isso procuravam, em seu tempo, atrair os discípulos de João Batista, que seguiam de maneira autônoma ao movimento de Jesus.
Com bastante certeza, pode-se entender que João Batista não tinha percepção da profundidade da missão de Jesus, o que os próprios discípulos de Jesus tiveram, também, dificuldade de entender até o fim de seu ministério
. João Batista tem uma atuação fundamental no projeto de Deus realizado em Jesus. O seu batismo tinha características originais, e sua proclamação foi tão marcante que o tornou conhecido como”o Batista”.
Enquanto as abluções rituais de purificação com água, tradicionais entre os judeus, eram repetidas com freqüência, o mergulho nas águas do batismo, com João, era feito uma única vez e tinha o sentido de sinalizar uma mudança de vida, para um compromisso perene com a prática da justiça que remove o pecado e fortalece a vida.
Jesus assume a proclamação de João dando-lhe novo sentido de atualidade e eternidade, identificando-a com o projeto de Deus de conferir vida plena e eterna à humanidade. A libertação dos pecados não se dá pelos sacrifícios cultuais sangrentos, mas pelo amor e pela prática da justiça, para que todos tenham vida plenamente.
Na Eucaristia, um pouco antes de comungar, rezamos: Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo. Vamos refletir: O que significa esta oração em nossa vida? Será que vamos sempre ao encontro do Cordeiro de Deus?
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 11 de 01 de 2011.
Batismo do Senhor
08/01/11
No Batismo a missão do Senhor é revelada!
O batismo de Jesus marca o início da sua vida pública. Solidário com o povo que busca, suas águas do Jordão, o batismo de penitência pregado por João Batista, Jesus se deixa batizar por aquele que prepara sua chegada. Ao sair das águas, o Espírito vem sobre
ele e uma voz, vinda do alto, declara: “este é meu Filho amado, em quem me comprazo”!
Continuamos o tempo da Manifestação do Senhor como no Natal. Neste contexto, rezamos: “Recebei, ó Pai, as oferendas no dia em que revelastes vosso Filho”. Jesus se manifesta aos judeus como Filho: “Enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: ‘Tu és o meu Filho amado, em Ti ponho o meu bem querer’” (LC 3,21-22). É a revelação da Trindade.
O Pai revela a condição divina de Jesus. Após o rito das águas é manifestado pelo Pai como o Filho. Revela também o Espírito que vai estar com Jesus em sua missão. No evangelho de Lucas lemos que Jesus era conduzido pelo Espírito. O batismo é o momento em que Cristo abre os rios da graça. O povo atravessara o Jordão para entrar na terra prometida. As águas se abriram e o povo atravessou. Jesus atravessa o Jordão e abre ao povo o Reino onde os rios de Água Viva que jorram do Espírito. Foi ao Jordão para ser batizado por João.
Não é o nosso batismo, pois João dá um batismo simbólico de conversão em preparação para a vinda do Messias: “Eu vos batizo com água… Ele vos batizará no Espírito e no fogo” (LC 3,16). Não será mais um rito exterior, mas a purificação do Espírito com o fogo. Ao receber o batismo de João, Ele é um homem do povo que, neste rito, assume a esperança e o pecado do povo. Recebeu do Pai o Espírito não para a purificação, que não era o caso, mas como unção para a missão de anunciar a vontade do Pai, pois n’Ele o Pai colocou todo o seu “bem querer” (22).
O amor de Cristo pelo Pai está em fazer sua vontade. O amor de Jesus pelo Pai se manifesta em comunicar ao povo e aos povos a vontade do Pai que é que todos sejam salvos (ITS 5,9) e participem de sua vida (JO 0,10).
O céu continua aberto de onde virá para nos levar com Ele (ITS 4,17). A pomba é sinal da shekiná (tenda), morada, a presença de Deus. Simbolizando o Espírito, lembra a pomba que Noé soltou da arca e, voltando, trouxe o ramo de oliveira no bico, símbolo da paz. Esta paz que dá o Espírito é o Shalom de Deus, isto é, todos os bens advindos com o Messias. Jesus tem em si todo o bem Jesus é ungido para a missão de transformação e não dons pessoais para o próprio prazer espiritual. O batismo não é somente um rito tradicional. Ele nos abre ao Espírito e nos torna filhos amados para realizar uma missão, como a missão de Jesus. Ser batizado é viver sob o Espírito.
Pedro prega que “Jesus, foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos” (AT 10,38). Foi ungido como Messias para cumprir a missão de Servo. A palavra servo e filho são a mesma em grego (παίς – pronuncia país). Isto lembra o Servo de Javé em Isaias (IS 42,6-7) : “Eu te formei como aliança do povo… para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão e livrares do cárcere os que vivem nas trevas”. Esta é a missão que Jesus assumiu (LC 4,18-19).
Nós somos filhos de Deus e, chamados filhos de Deus, nós o sejamos de fato. Recebemos a missão de Jesus que foi o amor em ação. Deus nos acolhe e não nos deixa: Deus não apaga o pavio que fumega, pois tem confiança que, com a força do Espírito, podemos realizar a missão que assumimos em nosso batismo.
Leituras: IS 42,1-4.6-7; Salmo 28; ATOS 1034-38; LC 3,15-16.21-22.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 08 de Janeiro de 2011.
Avisos!!!
04/01/11
Alteração no Horário das Missas:
Ficam suspensas as missas das 06:30h, voltando ao normal na segunda-feira dia 31/01/2011.
Atendimento dos Padres:
O Pe. Breda não estará atendendo durante todo o mês de Janeiro.
Permanecem os horários de atendimento do Pe. Rosevaldo:
- Quarta-feira das 08:30h às 11:00h e das 14:00h às 17:30h.
- Quinta-feira das 08:30h às 11:00h.
*Com horário marcado com antecedência na Secretaria Paroquial.
Catequese
O último prazo para as incrições da catequese será nos dias 23,25 e 26/02/2011.
(Lembrando que para o primeiro ano – crianças que completarão 9 anos em 2011)
Documento para os novos:
-
Cópia da Certidão de Nascimento ou RG
-
Cópia do Batistério
-
Cópia do Comprovante de Residência
Curso de Noivos
Inscrições na Secretaria Paroquial do dia 01/02/2011 à 18/02/2011.
O curso será nos dias 23,24,25 e 26/02/2011, das 19h às 22h.
Por Maria, Deus nos dá sua graça e sua benção.
31/12/10
Nasceu para nós um menino, um filho nós ganhamos, o filho da Virgem Maria, que em Deus é nosso irmão. Irmãos e irmãs aqui nos reunimos para louvar, agradecer e bendizer ao Senhor nosso Deus por nos ter enviado seu Filho Jesus e por todas as maravilhas que nossa diocese, paróquia e comunidade realizou neste ano de 2010.
O Evangelho nos mostra a realização da promessa de Deus de fazer uma aliança eterna de amor com toda a humanidade e de estabelecer o seu Reino no mundo através do seu próprio Filho, o Verbo de Deus. “A Palavra se fez carne e habitou entre nós…” Ou seja: Jesus Cristo assumiu a condição humana e se tornou igual a nós em tudo, menos no pecado. A Palavra de Deus que se fez carne nos convida a valorizar tudo que é humano, a socorrer as necessidades do nosso irmão, a perceber o quanto Deus se importa conosco. O último dia do ano é data em que pensamos no que passou, no presente e no futuro; refletimos sobre a vida, o amor, o perdão, a saúde, a esperança, a paz… Ocasião em que o nosso coração bate diferente e nos faz sentir tristeza e alegria. Se de um lado há indiferença, descrença, desesperança… de outro há o desejo de mudar para algo melhor. E a fé nos chama à esperança, à alegria, à solidariedade, ao encontro com Deus. O fim de ano nos propicia o reencontro conosco mesmos.
A revelação cristã mostra que a salvação é o dom da vida que o Pai concede aos homens por meio de Jesus. Todos os dias do Ano Novo, trazendo muitas alegrias, realizações e, acima de tudo, muita paz!
Solenidade da Mãe de Deus, Maria Santíssima, abertura de um novo ano civil, Dia Mundial de Orações pela Paz. Podemos dizer que existe um elemento que pode unificar todos esses aspectos: a bênção. Hoje, ao nos saudarmos, dizemos: “Feliz Ano Novo”. É uma forma de abençoar. As três leituras nos falam de bênção. Na primeira temos a chamada bênção de Aarão; na segunda, Paulo nos fala que Deus enviou o Filho, nascido de mulher, para que recebêssemos a adoção filial, e no Evangelho os pastores encontram Maria, José e o recém-nascido deitado em uma manjedoura. A este recém-nascido foi posto o nome de Jesus, o Salvador. Bênção vem da palavra bem. O bem que todos almejam, pois o ser humano foi criado para o bem. Deus, o sumo Bem, abençoou-nos com toda bênção espiritual em Cristo Jesus. Ele constitui a bênção por excelência. Ele nos é dado no mistério da Encarnação, que ainda estamos celebrando. Esta bênção maior nos é concedida por Maria, a Mãe de Jesus, a Mãe de Deus. Ela, a cheia de graça! Nela residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem como diz São Francisco de Assis.
Maria, com seu sim, fez com que o Filho de Deus se tornasse nosso irmão. Por isso, a Igreja celebra a solenidade da Mãe de Deus no oitavo dia de Natal. A Igreja dá graças a Deus pelas grandes coisas realizadas em Maria, bendita entre todas as mulheres, pois todas as gerações hão de chamá-la de bendita. Em Cristo Jesus toda a terra foi abençoada. Foi abençoado também o tempo. Depois de Jesus Cristo, os anos são chamados de anos de graça. Eles nos são concedidos como dom, a fim de amadurecermos para a eternidade. Importa aproveitá-lo para o bem. Então, os anos passarão, sim, mas a pessoa conservará a eterna juventude em Cristo Jesus, o Senhor do tempo.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, nesta noite santa, depositamos diante de tua manjedoura todos os sonhos, todas as lágrimas e esperanças contidas em nossos corações. Pedimos por aqueles que choram sem ter quem lhes enxugue uma lágrima. Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor. Supliquemos por aqueles que te buscam sem saber ao certo onde te encontrar. Por tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar. Abençoa Jesus Menino, cada pessoa do planeta Terra, colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé. Fica conosco, Senhor! Assim seja! Que neste ano de 2011, Deus abençoe e acompanhe cada um de nós, nossas famílias e nossa comunidade. Que a verdadeira luz, que é Jesus, brilhe em todos os dias do Ano Novo, trazendo muitas alegrias, realizações e, acima de tudo, muita paz!
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 31 de Dezembro de 2010.
Festa da Sagrada Família, Jesus, José e Maria.
26/12/10
Festa da Sagrada Família
A família está no plano da trindade, pois somos criados a imagem Divina, a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Neste Domingo celebramos a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, onde a Páscoa de Jesus se manifesta em todas as famílias que encarnam valores vividos pela família de Nazaré. Eles são exemplos de obediência à vontade de Deus, uma vez que o mandamento do amor gera perdão e alegria; e famílias generosas geram comunidades santas.
Com esta narrativa do assassinato dos meninos de Belém, Mateus vai encerrando sua narrativa da infância de Jesus, iniciada com a genealogia de José. Temos aqui uma antecipação do conflito que envolverá Jesus ao longo de seu ministério, rejeitado, naquele tempo, pelos poderosos da Judéia e, hoje, por toda casta sequitária enquistada no poder, simbolizados por aqueles que mentem, enganam e praticam atos de corrupção e lascívia em detrimento daqueles que são fiéis a Deus.
Na narrativa pode-se ver uma inversão do contexto do Êxodo e da própria História, quando o Egito era a terra da opressão, e o povo oprimido fugiu pelo deserto, invadindo, em seguida, a terra dos sete povos de Canaã, tida como prometida, dando origem a Israel. Agora, em lugar dos primogênitos das famílias oprimidas do Egito mortos pelo anjo exterminador, as vítimas são as crianças de Belém e aqueles que vivem nas ruas, debaixo de pontes e marquises; as vitimas são os que sofrem nas filas de hospitais mendigando atendimento médico; os que não recebem salários dignos, os sem-tetos, sem vez e nem voz; e o exterminador são aqueles que se sentem ameaçados pelas verdades da luz de Cristo e pela justiça do Reino: os inescrupulosos políticos e falsos profetas, aqui representados pela figura de Herodes.
A opressão, agora, está na própria Judéia, remanescente de Israel, a partir de Jerusalém, sede do poder teocrático judaico. O Rei Herodes, o Grande, beduíno das tribos árabes, estabelecido, por Roma, em Jerusalém, e mais tarde os chefes religiosos do Templo e das sinagogas procuram matar Jesus. José, o menino e a mãe, buscam abrigo no Egito, porém a matança se efetivará. O poder, com casa em Jerusalém e nos palácios de governantes, ameaça e extermina não somente os pequeninos de Belém, mas os pequeninos do Reino em nosso tempo.
Conforme a primeira e segunda leitura, na família e nas comunidades de discípulos, apesar de todas as tribulações, deve vigorar sempre a harmonia, na estima, no respeito e na gratidão mútuos. Entretanto, devemos lembrar que Jesus testemunhou um amor vivido na família, aberto e transbordante para com todos os demais carentes da sociedade e do mundo. Na família que hoje é desintegrada por todos os instrumentos de comunicação, bem como por leis que a deteriora no dia-a-dia das comunidades eclesiais.
José e Maria foram escolhidos para ensinarem Deus a viver como homem, e a ternura visceral de Jesus, expressa na sua compaixão, é obra do amor, da entrega, da dedicação e do risco assumidos por Maria e José: a santa família de Deus.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 20 de Dezembro de 2010.
Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo
25/12/10
Natal, 25 de Dezembro de 2010.
É Natal, Deus se solidariza conosco ao se tornar um de nós na pessoa de Jesus. Jubilosos e agradecidos, celebramos o grande mistério da encarnação do Verbo de Deus. Jesus se fez humano para nos ensinar o caminho do divino. Ele é a Luz que veio do Pai para indicar o caminho que devemos seguir. Os Reis de Israel não trouxeram a salvação para o seu povo, mas abandonaram. Deus, ao contrario, não o abandona; Ele o reconduz e reconstrói a cidade destruída. Ressoa agora a boa-nova “Deus é rei”, e não só de Israel e Judá, mas de todos os povos. Ele os ortogará a liberdade e paz, se eles quiserem reconhecer e aceitar sua oferta.
O Senhor está presente. Desde então, Deus é verdadeiramente um ”Deus conosco”. Já não é o Deus distante, que, através da criação e por meio da consciência, se pode de algum modo intuir de longe. Ele entrou no mundo. É o Vizinho. Disse o Cristo ressuscitado aos Seus e a nós: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (MT 28, 20).
Nasceu para vós o Salvador: aquilo que o Anjo anunciou aos pastores, Deus no-lo recorda agora por meio do Evangelho e dos seus mensageiros. Trata-se de uma notícia que não nos pode deixar indiferentes. Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também. Então, como os pastores, devo dizer também eu: Levantemo-nos, quero ir a Belém e ver a Palavra que aconteceu lá. Não é sem intuito que o Evangelho nos narra a história dos pastores. Estes mostram-nos o modo justo como responder àquela mensagem que nos é dirigida também a nós. Que nos dizem então estas primeiras testemunhas da encarnação de Deus?
A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem pôde chegar até eles precisamente porque estavam acordados. Nós temos de despertar, para que a mensagem chegue até nós. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferença entre um que sonha e outro que está acordado consiste, antes de mais nada, no fato de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele está, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que é apenas dele e não o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na única verdade que a todos une. Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunhão do único Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer guiar-nos, para com os múltiplos indícios da sua presença.
Oração
Pai, dá-me um coração de pobre que me permita contemplar o nascimento de teu Filho Jesus, que viveu pobre para ser solidário com os pobres e os homens de boa vontade.
Pe. Rosevaldo Bahls
Cascavel, 25 de Dezembro de 2010
Um brinde a vida.
23/12/10









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